Mundo Marista

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Páscoa 2009 (I)

 

Corações novos para um mundo novo,

Desejo só realizado na Páscoa do Senhor

Que então pode dizer: “Sois o meu povo”.

“Na Cruz vos resgatei, só por amor,

Nela vivi até ao fim meu dom infinito,

Na dor exangue do meu último grito”.

 

Era o grito do “Tudo está consumado”,

Oferta última em oblação derradeira,

Nos braços de uma cruz, abandonado,

Mas que seria penhor de vida verdadeira,

Anunciando o começo de uma nova era,

Aquela onde o ódio se foi e o amor impera!

 

Era o fruto da Tua pregação surpresa

Que arrastou a Ti tantas multidões,

Atraídas por mensagem de tanta beleza

Que propunhas a todos, sem excepções …

Tratava-se afinal de conversão profunda

Fruto da Palavra em nós, semente fecunda.

 

Caminho para a Páscoa, fonte de alegria,

De um coração renovado, respondendo ao Amor.

Força divina que hoje e sempre irradia

A Tua mensagem, alívio seguro no meio da dor

Que tantas vezes visita o caminho da nossa vida…

Fica então o sonho de Páscoa como terra prometida.

 

Terra prometida onde já sonhamos o céu,

Coração enfim liberto de todo o pecado

E de toda a escuridão da noite, mesmo de breu…

É a certeza divina do coração renovado

Pela Tua graça, Senhor! É a suprema luz

Que se desprendeu das chagas da Tua Cruz.

 

Teófilo

 

Joanesburgo, 17 de Fevereiro de 2009

(No aeroporto, esperando um voo para Amesterdão)

 

 

 

Páscoa 2009 (II)

 

Corações novos para um mundo novo,

Sonho de Ezequiel outra vez repetido

Aos ouvidos desorientados de um povo

Que caminha deixando Deus esquecido,

Seguindo assim à deriva, sem norte,

Longe da vida, por beiras de morte.

 

Soa então em nós a Palavra do Senhor,

Como fonte viva de toda a esperança

Que confia até ao fim no divino Amor,

Aquele que purifica e não se cansa

De perdoar sempre, sem medida,

Para que outra vez, tenhamos a vida.

 

Dar-vos-ei um coração santificado,

Porque o meu Espírito estará em vós.

Ele apagará toda a sombra de pecado

Que vos destruiu e vos deixou sem voz,

Para cantar as maravilhas de Deus,

O verdadeiro canto dos filhos seus.

 

Já não tereis um coração de pedra, duro,

Mas um coração de carne, terno e bom,

Longe de tudo que o tornava impuro

E apagava em vós a riqueza do meu dom.

Na luz da Páscoa, da Ressurreição,

Encontrareis a força para “outro” coração.

 

Aquele que segue os mandamentos

E tem inscrita em si a lei do Senhor

Ao longo dos dias, em todos os momentos.

É sempre o mesmo convite do Amor

Que chega até nós vestido de pobreza.

Mas nele se encontra a verdadeira riqueza

 

 

Teófilo

 

17 de Fevereiro de 2009,

No avião entre Lilongwe e Joanesburgo, voo SA 171 

 

 

 

 

 

Páscoa 2009 (III)

 

Corações novos para um mundo novo

É o eco em todo o mundo marista,

Reunindo Irmãos e Leigos num só povo

Sonhando um futuro que já se avista,

Onde estaremos unidos na missão,

Avançando, decididos, a mão na mão.

 

De mãos dadas, avançamos sem medo,

Seguindo os passos de São Marcelino,

Ele abriu caminhos, rompeu fraguedos

Fazendo da sua vida um constante hino

Que entoou sempre à glória do Senhor,

Porque se sabia envolvido no seu amor.

 

Hoje todos nós seguimos seus passos

Unidos na mesma espiritualidade,

Água, alento em nossos cansaços

Rocha firme onde se respira humildade,

A das origens, a que vem de l’Hermitage,

Apelo constante à conversão e à coragem.

 

Apelo também a caminharmos unidos,

Anunciando o Evangelho mundo além,

Irmãos e Leigos, em Marcelino reunidos,

Para construir outro mundo, onde o Bem

Será em tudo e sempre a nossa inspiração

Fruto natural de um renovado coração.

 

Viveremos então a certeza de outro tempo,

Levantado por todos nós hora a hora,

Onde se apaga a tristeza de todo o lamento

Para brilhar depois a luz de nova aurora

Que já desponta na alegria desenhada

Por Irmãos e Leigos, juntos na caminhada!

 

 

Teófilo

 

17 de Fevereiro de 2009,

No avião entre Lilongwe e Joanesburgo, voo SA 171 

 S. Marcelino Champagnat 

Espiritualidade Marista

A partir do presente ano a Espiritualidade Marista tem mais um texto de referência, muito actual e abrangente,  que pode ser um guia de reflexão para a vida e realização da missão marista do presente e do futuro.

 

O novo documento sobre a espiritualidade marista tem por título: “Água da Rocha” ao qual se junta o subtítulo: “Espiritualidade Marista que brota da tradição de Marcelino Champagnat”.

 

Este documento - Água da Rocha - confere à Espiritualidade Apostólica Marista de Marcelino o lugar central e merecido na vida dos consagrados e de muitos leigos maristas, nossos associados, antigos alunos, juvenistas e  irmãos que conhecemos  e amamos a obra de São Marcelino Champagnat.

“Marcelino recebeu a graça de um relacionamento profundo com Jesus e Maria. A nossa espiritualidade marista teve início neste dom, nesta graça.  Ele e a primeira comunidade de Irmãos desenvolveram um carisma. Em virtude da sua fidelidade criativa, este carisma começou a exprimir-se como espiritualidade” (pag 15).

Essa mesma ideia aparece frequentemente, sobretudo no primeiro capítulo: “A espiritualidade Marista, nascida com Marcelino e a sua comunidade fundadora, enriqueceu-se ao longo de sucessivas gerações de seguidores de Champagnat, para se tornar, hoje, uma fonte de água viva para o mundo. As futuras gerações contribuirão ainda mais para o desenvolvimento desta espiritualidade. Com Marcelino, sabemos que Maria continuará a orientar e a enriquecer a nossa identidade Marista”.

 

Apontamento da autoria do Irmão Teófilo Minga, fms

 

Proposta de formação na Província Marista Compostela
Itinerários de Espiritualidade Marista

 

Na Província marista de Compostela está começando uma proposta de crescimento e de formação para leigos e irmãos, denominada “Itinerários de Espiritualidade Marista” (IDEM). É uma oportunidade aberta e que nasce com dupla vertente: a missão partilhada e a espiritualidade marista.

Há anos, existem diversos programas e planos de missão partilhada, na Província. Respigando o que há de melhor em todos eles, buscando um caminho provincial comum, neste Ano da Espiritualidade, abrimos um horizonte novo: os IDEM.

Esses itinerários pretendem constituir uma maneira adequada de atualizar e renovar nosso programa de formação conjunta. Por isso, criamos e propomos:

Itinerários: processos voluntários de crescimento pessoal, de busca, de formação e partilha que são variados no enfoque e na temática, mas comuns em seus critérios, durando oito dias, distribuídos em três encontros, ao longo de um ano escolar.

De Espiritualidade: porque apontando sempre para a interioridade da pessoa, centram-se nos porquês, no sentido, nas razões e origens da existência, e enfocam a interioridade, a Vida e o pleno desenvolvimento de cada um.

Marista por sua referência à espiritualidade, vida e missão maristas, por seu esti-lo de simplicidade, família, acolhida, sentido marial e por sua inspiração no sonho de Champagnat.

Nossos IDEM (Itinerários de Espiritualidade Marista) iniciarão no próximo mês de julho. Atualmente, estão sendo apresentados nas reuniões de professores e comunidades de irmãos. A oferta e o plano são muito completos; incluem até dez itinerários, ainda que o curso previsto inicie apenas com cinco.

Há vários itinerários de “Iniciação”:

1. Hoje, tu serás Champagnat (sobre a identidade marista).
2. Sobre a integração pessoal há três itinerários: 2a. Preparando o caminho, 2b. Caminho do conhe-cimento e 2c. Caminho da liberdade e o amor.
3. Às voltas com Deus (sobre o lugar do religioso na minha vida).
4. O oásis do educador (como espaço para descansar, renovar-se e partilhar).
5. Vida e meia-idade (sobre a segunda metade da vida, tempo de plenitude).

E três itinerários de “Aprofundamento”:
6. A música silenciosa (introdução ao silêncio).
7. A solidão sonora (a meditação).
8. Aonde te leva o coração (o sentido da minha vida).

Com todos eles - ainda que orientados para diferentes pontos de interesse - pretendemos responder às necessidades pessoais e experimentais de todos os membros adultos de nossa Província, destinatários do programa: professores, irmãos, pais, pessoal não-docente, ex-alunos e outros.

Desejamos, sobretudo, ajudar a cada um e ajudar-nos reciprocamente a realizar um caminho de busca compartilhada, nas perspectivas dinâmicas e profundas que nos oferece o documento “Água da Ro-cha”: Ao longo da existência, nossa realidade espiritual interage dinamicamente com as experiências que vivemos. De um lado, o que denominamos nossa espiritualidade vai-se moldando à medida que abraçamos essas experiências. De outro, essa espiritualidade modela nosso modo de relacionar-nos com as pessoas, com o mundo e com Deus (cf. Introdução)


Memórias Vivas

 

Beatificação dos Mártires de Espanha da década de 1930 -  A cerimónia de Beatificação dos 498 Márires de Espanha, em que se incluem 47 Irmãos Maristas, efectuou-se no dia 28 Out 2007, na Basílica de São Pedro, Roma.

A AFM-P une-se espiritualmente à Congregação Marista e a toda a Comunidade Cristã para honrar o testemunho destes Servos de Deus, martirizados por causa da sua fé. Que a sua memória permaneça viva e lembrando especialmente os 47 Irmãos Maristas mártires elevemos a nossa esperança na obra Marista no Mundo.

 

 


 

12CaismadeChampagnatIrmãos Maristas das Escolas 

 

 

Os Irmãos Maristas somos um Instituto Religioso (Irmãos religiosos consagrados mas não sacerdotes), fundado em 1817 em França, por S. Marcelino Champagnat.

 

A formação integral dos meninos e jovens e a catequese são a nossa razão de ser.

 

Dedicamo-nos a esta missão desde a fundação, em resposta à grande necessidade de professores e catequistas na França rural do século XIX.

 

Actualmente, cerca de 4300 Irmãos Maristas, trabalhamos em 77 países espalhados pelo mundo, em diversas obras educativas e sociais voltadas para atender os jovens e meninos.

 

Na península ibérica somos quase 1000 Irmãos, envolvidos na vida e missão de mais de 80 comunidades, colégios, obras sociais, associações de jovens, etc.

 

Fazer dos meninos e jovens “bons cristãos e honrados cidadãos” é, no dizer de Champagnat, a missão dos Maristas.

 

 

 

 

 

Instituto dos Irmãos Maristas das Escolas

 

Nome oficial do
 Instituto

  • Instituto dos Irmãos Maristas das Escolas (FMS)
  • Irmãos Maristas
  • Irmãozinhos de Maria

Data de fundação

2 janeiro de 1817

Lugar

La Valla, Saint-Chamond
Departamento do Loire
França

Nome do Fundador

Marcelino José Bento Champagnat

Data e lugar de nascimento
do Fundador

20 de maio de 1789
Rosey, Marlhes, Departamento do Loire
França

Data e lugar do falecimento
do Fundador

6 de junho de 1840
l'Hermitage
França

Carisma

A educação cristã da infância e da juventude, especialmente a mais necessitada.

Obras apostólicas

  • Escolas
  • Faculdades para a formação de professores.
  • Universidades.
  • Escolas técnico-profissionais.
  • Escolas agrícolas.
  • Jovens em dificuldade (tóxicodependência, inserção social...)
  • Meninos de rua
  • Bairros periféricos
  • Assistência aos emigrantes
  • Aborígenes
  • Lugares de missão
  • Voluntariado (ONG)

Número de Irmãos

4.345 (a 31 de dezembro de 2003)

Presença em

73 países (cinco continentes)


 

 S. Marcelino Champagnat 

São Marcelino Champagnat

Marcelino José Bento Champagnat nasceu na aldeia de Rosey, paróquia de Marlhes, próxima de Lyon, França, no dia 20 Maio 1789, nono filho de uma família rural. Era uma família parca de recursos e seguidora fervorosa das tradições e práticas cristãs. O pai era um agricultor com instrução acima da média, respeitado na pequena comunidade. A mãe cuidava das tarefas da casa e da educação dos filhos (auxiliada pela cunhada que abandonou o convento em consequência da revolução) e também ajudava a economia da casa vendendo produtos cultivados. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.

Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Decidiu não continuar na escola e dedicou-se às tarefas agrícolas ajudando o pai. Quando tinha catorze anos, o pároco teve com ele uma conversa sobre a vocação religiosa.

Apesar da situação económica e o nível de escolaridade não o favorecer, foi admitido no Seminário de Verrières. Foi a partir da entrada no seminário que se dedicou aos estudos com afinco, utrapassando muitas dificuldades. Em 1816, com vinte e sete anos de idade, foi ordenado sacerdote no Seminário de Lyon.

Talvez fruto das dificuldades que enfrentou na infância e movido pelo seu espírito empreendedor, decidiu dedicar-se aos jovens, ajudá-los a resolver as dificuldades e a superar a situação de abandono em que se encontravam muitos jovens naquela época, considerando o deficiente acesso aos conhecimentos quer no que toca à formação religiosa quer no que respeita ao ensino escolar. Marcelino procurou dar resposta a esses problemas nos tempos agitados  posteriores à Revolução Francesa.

Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este além de analfabeto nada sabia a respeito de Deus e de religião. Este acontecimento foi para S. Marcelino uma tomada de consciência para a situação de tantas vidas sem sentido a necessitar da dedicação de alguém. Decidiu iniciar uma acção que contribuísse para promover a educação da juventude e começou por reunir um grupo de jovens da paróquia a quem deu formação para ensinarem os jovens sem condições de acesso ao ensino escolar e melhorar o nível de conhecimentos e prática da vida cristã. Este grupo constituiu a génese da futura Congregação dos Irmãos Maristas, dedicada ao ensino integral, escolar e religioso, colocada sob a protecção de Maria.

O projecto inicial de Marcelino cresceu, organizou-se e identificou-se bem com os objectivos formando uma Instituição que acabou por se desligar das atividades paroquiais, para se balancear na missão apostólica. S. Marcelino definiu que os membros da Congregação não deveriam ser sacerdotes mas sim Irmãos, a fim de assumirem exclusivamente a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos, nas escolas.

Ainda em vida, S. Marcelino teve a felicidade de ver o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria a aumentar e a alargar a área de missão, chegando a muitos paises com grande aceitação. Ainda hoje temos como referência a criteriosa e moderna educação marista presente nas melhores escolas do mundo.

Marcelino Champagnat morreu aos cinquenta e um anos de idade no dia 6 Junho 1840. Foi beatificado em 1955 e proclamado Santo pelo Papa João Paulo II em 1999. É chamado o "Santo da Escola" e um grande precursor dos métodos pedagógicos modernos em que se excluem os castigos aplicados ao educando.


 

Ano da Espiritualidade Marista

 

Nos Colégios Maristas de Portugal, à semelhança de outros países, também se assinalou o início do Ano da Espiritualidade Marista com duas jornadas de reflexão sobre este tema e a apresentação do documento “Água da Rocha”, para todos os educadores. Estes encontros foram animados e dinamizados pela participação activa do Irmão Teófilo.


Recordando

O Superior Geral, Ir. Basílio Rueda, esteve de visita a Portugal em Agosto 1969. Nesta fotografia tirada no Colégio de Carcavelos está com o grupo de Irmãos da Província Portuguesa aí concentrado para o retiro anual.

IrBasilioRuedaComIrmaosProvinciaPortugalCarcavelosAgosto1969


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Construção

 

Eu posso trazer cores p'ra pintar

Cenários e espaços de magia.

Eu farei os versos das canções,

Tão simples como o nascer de um novo dia.

 

Vem ver a força da nossa vontade,

Ninguém te pede mais que o teu melhor.

Agarra a passagem da amizade

Em tons de azul que pairam pelo ar.

 

Ah, É bom sentir

Que o sonho trouxe a Vida

Ah, É bom gritar

Que o sonho está aqui.

 

De olhos nos teus olhos

Canto a Vida

Grande avenida

Que quero abraçar.

 

Não digas que o jeito te deixou,

Não escondas o que só tu podes dar.

O mundo não conhece a perfeição,

Precisa de quem queira apostar.

 
 
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